A oração indígena do silêncio:
Sente-se à beira do amanhecer, o sol nascerá para você. Sente-se à beira da noite, as estrelas brilham para você. Sente-se à beira do rio, o rouxinol canta para você.
Sente-se à beira do silêncio, Deus vai falar com você."
( Avagana Daçui-rá )
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Retrospectiva 2013
- "Vejo meu bem com seus olhos
E é com meus olhos
Que o meu bem me vê..."
- Não haverá docência se o "ensinador" não puder se reconhecer enquanto o educador que é, tão pouco se o livro didático não tornar-se a vida e o conhecimento cotidianamente ativos, modificados... É preciso que o professor tenha o que anunciar, neste mundo de denuncias, e pronunciar seus anúncios no próprio ato de mutuamente denunciar! É preciso humildade, fé, confiança e sobretudo amor...
- O tempo é justo. Ao relógio, deixa sim migalhas de si para quem se prende em contá-lo. E passou 1 ano.
Mas me diz então, com quantas eternidades o tempo nos presenteou por deixarmos que ele nos levasse, e nos trouxesse aqui...
- Shoppings, São Luís está ficando cheia deles, e cheia no sentido de que já deu né gente?! Como se não bastassem as construções de novos shoppings, os tantos que já existem ficam disputando grandiosidade com reformas e ampliações, pra melhor disputarem os nossos bolsos depois.
E nossas praças, nossos centros culturais, nossos teatros populares, nossas bibliotecas? Qualquer coisa que estimule um pouco mais a minha mente, e um pouco além da minha carteira...
E nossas praças, nossos centros culturais, nossos teatros populares, nossas bibliotecas? Qualquer coisa que estimule um pouco mais a minha mente, e um pouco além da minha carteira...
- Depois da quinta, a Sexta estação...
- As pessoas necessitam seguir uma moda, para se sentirem aceitáveis, e até fazer parte dela, pois basta que uma criança se torne magra, alta, com postura ereta e nariz afilado, que logo a mamãe se orgulhará da filha possivelmente modelo... Há a manutenção de um vislumbre, e um fetiche sobre tipos de coisas, e tipos de pessoas, que tomam nossa personalidade, subjetividade e nos massificam. (...)
Nota: Algumas poucas notas minhas espalhadas por aí (reticências)
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
dó
O calo que dói, engole-se
Mesmo que o estômago não seja absorvedor
Das dores da insônia
E mesmo a febre
Crônica
Cronológica
Absorver-se-á
Enquanto o falho da memória existir
Enquanto a fraca flor vivenciar
Da chuva gelada que molha os telhados
A dor passa-do.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
do nascimento do amor
Há controvérsias no amor
Pensas que ele sai de si
Pensas que se transformou
Pensas que se criou ele
Menino, depois homem, depois mar.
Decerto ninguém sabe
Como aventuram-se os corações.
Há controvérsias perdidas
Nalguns corações por aí
Pensam que se constrói
Pensam que juntam-se eles em um
Pensam que somente consigo
Mal saberia o amor fluir.
Mas se cabe aos homens
Se cabe ao próprio
O nascimento do amor
Na verdade só sabe
E saberia quem o sentir.
Para ser longe
Para ser perto
Ser vários de vários
Ou um só.
Na independência de sua fuga
Queima o amor
De vida tão própria
Que não saberia nem mesmo
Que não saberia nem mesmo
A ele mesmo compreender-se
E foge também das mãos, dos pés
Das bocas de seus atores.
Forja caminhos seus
Forja caminhos meus
Perdendo-nos
Num ponto onde esquecem
De sua própria criação.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
andança
Ir ao fundo
do mar
Pescar-me no escuro
Tive que
aprender a nadar
E sobrevivi
Mergulhei
Mergulhei
Cheguei ao Ar
Voei pra te
enxergar
E lá de cima
Vivi em pouso
E pousar
Me pareceu sempre
melhor
Que caminhar
por mim
E por mim
Ficarei eu
livre
Imediata
Forte
Andante
A te chegar agora do ponto aonde enxergamos.
sábado, 19 de outubro de 2013
depois de alguns anos
Acordar todo dia por
volta das 10h da manhã quase não foi vida, durante alguns anos nesse espaço
temporal. E foi assim, até que me veio, junto com um monte de horas a mais, a
mudança de hábito...
Comecei a acordar por volta das 8h da manhã, e
por mais cansativo que o dia pudesse correr, só voltava para casa depois das 22h
e antes do último ônibus que me pegava, porque nesse intervalo entre acordar e
dormir começava a caber coisas infinitas que nem imaginava poder fazer. E àquelas
horas de sobra para pensar somente em mim, foram reduzidas também, como os
momentos de pseudomeditação que me deixavam só. Foram incluídos ainda mais
filmes, ainda mais livros, mais histórias. E algumas horas de conversas, e atenção para doar.
De certo que o dia
tornou-se todo correria, mais corria pra mim mais felicidade, onde se juntavam
um tanto de preocupação, de compreensão, admiração, de amor. Foi quando passei
a notar. Notava que o sol diferente não passaria mais um dia sem ser notado com
alguém, mais ainda do que antes, notava sua luz. E saber o que é sentir saudade
de verdade, o que é dormir de verdade, o que seria poder contar...
Coleção de novas
figurinhas de tempo que me cabiam, me trouxeram agora ao que eu finalmente
chamaria viver. E o que chamaria viver não poderia estar residindo em alguém,
mas no que tornamo-nos em si. Que eu poderia até vir a perder, mas não voltaria
a nenhum outro álbum que não esse, por não precisar mais marcar-me em outro lugar
nenhum.
E a gente sabe tanto
rir um do outro, que não quero me ver dando espaço para restar-me a chorar.
Assinar:
Postagens (Atom)